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quarta-feira, 11 de novembro de 2015

OFICINA VIRTUAL

   Olá, pessoas! A nossa oficina finalmente se realizou, nos empenhamos bastante e agradecemos aos que foram nos prestigiar!

     Hoje vamos trazer uma OFICINA VIRTUAL para  aqueles que não puderam assistir nossa apresentação. Então vamos lá...

Nossa apresentação se baseou no seguinte roteiro:

• Introdução aos assuntos da Oficina
• Introdução aos conceitos básicos de Arquivologia
• Principais acontecimentos da datiloscopia 
• Legislação brasileira sobre uso da digital
• Usos da digital do cotidiano
• A impressão digital como documento arquivístico
• Desafios da utilização da digital

    Nós somos as Meninas de Diplomática. Larissa, Laila, Arlinda (que nos acompanhou referente a atividade de Arquivo Permanente 1), Lorena e Daniela, respectivamente. Estamos no 5º semestre de Arquivologia. Esse semestre estamos cursando uma disciplina que se chama Diplomática e Tipologia Documental (DTD).


Meninas de Diplomática

            Nosso tema é " A digital em um documento arquivístico". Mas antes disso, vocês sabem o que é Arquivologia? Já ouviram falar do nosso curso? Conhecem um pouco da nossa aérea de atuação? NÃAOOOO?! 
          Pois bem, de forma resumida, é uma área do conhecimento que estuda e trata os dados contidos nos documentos arquivísticos que tem por objetivo maior a prova das ações de pessoas físicas e/ou jurídicas no decorrer de suas atividades. Além disso, esses dados podem ser transformados em informações potencialmente capazes de produzir conhecimento e desenvolvimento social.

          A digital em si, essa marquinha que te identifica e que é única, não é um documento. Porém ela é a fonte de informação referencial que pode criar ou fazer parte de um documento arquivístico. As impressões papilares podem se dividir em três: impressões digitais (dedos), palmares (mão) e plantares (pés). O estudo e a análise de impressões papilares é chamado de papiloscopia e para as impressões digitais é chamado de datiloscopia.
               Agora vamos falar um pouco sobre as características da digital.
Princípios científicos que motivaram que se reconhecesse a Papiloscopia como ciência:


  •     Perenidade: duradoura, exceção dos idosos.
  •   Imutabilidade ou Inalterabilidade: apesar de sofrer pequenas mudanças ao  longo dos anos.
  •    Variabilidade/Unicidade: variam de pessoas para pessoas e não se repetem.
  •   Universalidade: Todo ser humano possui impressões papilares, entretanto nem todas podem ser registradas, pois existe uma enfermidade chamada queratodermia - excesso de queratina preenche os relevos das papilas, impedindo sua leitura. 


            Outro fato, não muito comum (atinge apenas 3 mil pessoas no mundo) é a Síndrome de Nagali, considerada um defeito genético raríssimo que impede a formação das digitais no feto.

      Além dos princípios acima, a digital ainda possui essas duas características referentes ao seu registro:

  •     Classificabilidade: facilmente arquivados por meio de códigos, o que possibilita sua recuperação (assim como os documentos);
  •    Praticidade: a obtenção das impressões digitais é simples, rápida e de baixo custo.Entretanto, é exatamente por isso que ela pode ser facilmente reproduzida em moldes de gelatina e silicone, por exemplo, foi o que aconteceu SP, médicos confeccionaram dedos de silicone para fraudar o controle biométrico de frequência.

Caso Will e Willian West
          O primeiro processo considerado processo científico de identificação era o Sistema Antropométrico que utilizava medidas físicas coletadas para identificação, esse processo de identificação possui aqueles princípios fundamentais que falamos anteriormente. Entretanto, esse método não diferencia gêmeos idênticos, e por isso começou a ser questionado, tendo em vista que identificação é diferente de reconhecimento. No caso Will e Willian West, não se sabe se eles eram apenas irmãos ou se eram irmãos gêmeos, o que se sabe é que Willian já estava preso e cumpria sentença por assassinado quando encontraram Will. Foi esse episódio que ensejou a troca do Sistema Antropométrico pelo Sistema Papiloscópico.

       A primeira vez na história que se tem notícia do uso de impressões digitais para identificar positivamente uma pessoa foi no século II a.C., onde governantes chineses usavam-nas para lacrar documentos importantes. No século VII, nos casos de divórcio, em que o marido tinha que dar um documento para a divorciada autenticado com suas impressões digitais. Foram também os chineses que primeiro empregaram as impressões digitais para fins criminais.

       Em algumas passagens da Bíblia foram encontradas referências ao uso das impressões papilares, como podemos ver no cartaz, trouxemos aqui um exemplo em Jó 13:27 "Também pões os meus pés no tronco, e observas todos os meus caminhos, e marcas os sinais dos meus pés."

Histórico da Datiloscopia


           Os homens primitivos já tinham por hábito pôr suas mãos e dedos nas paredes de suas cavernas. Por exemplo, foram encontradas pinturas com aproximadamente 17 mil anos em cavernas na França, nessas imagens observamos que foi utilizada a técnica das mãos em negativo (coloca a mão na parede e joga a tinta por cima). E também no Brasil em Monte Alegre no Estado do Pará foram encontradas pinturas rupestres com mais de 11 mil anos.
               
             A primeira vez na história que se tem notícia do uso de impressões digitais para identificar positivamente uma pessoa foi no século II a.C., onde governantes chineses usavam-nas para lacrar documentos importantes. No século VII, nos casos de divórcio, em que o marido tinha que dar um documento para a divorciada autenticado com suas impressões digitais. Foram também os chineses que primeiro empregaram as impressões digitais para fins criminais.


         No século IX na Índia, os analfabetos tinham seus documentos legalizados com suas impressões digitais.

       O primeiro caso autêntico de identificação de um autor de crime por meio das impressões digitais, ocorreu em 1892. Um marco importante, no Brasil, ocorreu em 1903 com o Decreto 4.764, que em seu artigo 57 regulamenta a identificação de delinquentes com a combinação de todos os processos atualmente em uso: retrato falado, observações antropométricas, sinais particulares, cicatrizes e tatuagens, impressões digitais, fotografia. E considera, para todos os efeitos, a impressão digital como prova mais concludente e positiva da identidade do indivíduo. Esse decreto atualmente encontra-se revogado.
Exemplos de Biometria

    Depois desse histórico sobre a datiloscopia vamos entender o que seria a Biometria. Bio(vida) + metria (medida) é o estudo estatístico das características físicas ou comportamentais dos seres vivos. Isso quer dizer que cada pessoa tem uma assinatura biológica única, como o padrão das veias sanguíneas da mão, o formato do rosto ou a impressão digital, que pode ser usada para identificá-la.

Tipos de dados biométricos:

Fisiológicos: diretamente relacionados à forma do corpo. Exemplos: impressões digitais; reconhecimento facial; geometria das mãos e dos dedos; reconhecimento da íris; reconhecimento da retina; geometria das veias; reconhecimento da arcada dentária.

Comportamentais: relacionam-se diretamente ao comportamento de uma pessoa. Exemplos: padrão de digitação; reconhecimento de assinaturas; reconhecimento de voz.
      No nosso caso estamos falando especificamente das impressões digitais do dedo polegar da mão que é utilizado para fins administrativos e de prova com a função de nos identificar. A impressão digital funciona com o reconhecimento dos padrões de sulcos da pele dos dedos da mão. Cada pessoa tem um desenho diferente e único, que pode ser usado para identificar um indivíduo.


           Podemos não nos dar conta, mas utilizamos a digital de diversas maneiras, vamos conhecer um pouco:

Acesso à conta bancária (caixa eletrônico)

       O uso da biométrica digital para acesso a conta bancária se dá como mais um elemento de segurança para o cliente, de forma que possa assegurar que quem está acessando determinada conta é de fato o seu titular, identificando-o por meio da digital.

      Os bancos estão adotando a tecnologia de forma gradual e não obrigatória. Por enquanto, a biometria serve como uma proteção extra à senha e cartão. No caso de perda do cartão do banco, a pessoa também pode usar a biometria para acessar a conta, sem ter que esperar o segundo cartão.

       As dúvidas e argumentações contra a biometria mais comuns são sobre sua segurança e a exigência de serem pessoais — outra pessoa não pode movimentar a sua conta quando você não tiver condições, por exemplo.

      Sobre a segurança da biometria, os especialistas garantem que a tecnologia é muito segura e extremamente difícil de ser burlada. O medo comum é o de ter uma parte do corpo cortada por um bandido que queira acessar sua conta e roubar seu dinheiro ou, ainda pior, ser sequestrado e obrigado a sacar o dinheiro no terminal. 
Ela pode substituir a senha e o uso do cartão, nesse contexto ela não seria apenas mais um requisito de segurança para dar acesso a conta, mas seria o único requisito para dar acesso, como se fosse uma chave de acesso, uma senha.





Documentos de identificação ( título de eleitor, ficha funcional)

     A identificação biométrica já usada nas eleições como forma de substituir a identificação mecânica pelo mesário no caderno de eleitores, o grande intuito é evitar fraudes.

     O processo de identificação confirma a identidade de um indivíduo, comparando o dado fornecido com todo o banco de dados de digitais já registradas. Na ficha funcional a digital aparece como mais informação de identificação do funcionário. Sendo um elemento obrigatório para esse tipo de documento dentro do contexto do IBDF (Instituto Brasileiro de Desenvolvimento Florestal) – autarquia extinta do Ministério da Agricultura.





Controle de frequência (órgãos públicos e empresas privadas)


       O controle de freqüência por meio do ponto eletrônico que captura a digital, também pode ser considerado um documento arquivístico, pois ele registra a presença do servidor por meio da identificação da digital. A captura da digital que fica registrada no banco de dados comprova que o servidor esteve presente em determinada hora e em determinado local.





Controle de acesso (academias, ônibus, condomínios residenciais)


      O uso da digital como acesso ao condomínio identifica que aquela pessoa é moradora, uma vez cadastrada, o uso da digital dá acesso ao condomínio pelo morador. Na academia, com a identificação da digital comprova que aquela pessoa pode ter acesso ao estabelecimento, podendo entrar e sair usando a digital para se identificar.

Controle de acesso (celular pessoal)

Iphone 5s
          Como o sistema é capaz de armazenar múltiplas impressões digitais, é possível usar qualquer dedo, inclusive de outra pessoa, para desbloquear o aparelho, desde que ele tenha sido cadastrado previamente. Se o sensor falhar ou você machucar seu dedo, ainda será possível acessar o aparelho. Sua impressão digital serve para desbloquear o iPhone, mas não apenas isso: ela também poderá ser usada na iTunes Store, na App Store e na iBooks Store, assim, não será necessário digitar a senha para confirmar compras de músicas, aplicativos ou livros. 


      Muitos aparelhos eletrônicos possuem a tecnologia de identificar o usuário para o desbloqueio do celular, dando acesso ao usuário, dessa forma pode-se dizer que da mesma forma pode–se dizer que a digital é intransferível, pois é necessário o usuário se identificar, estar presente. Diferente da senha que embora tenha a mesma característica, as pessoas passam para outras.




Perícia criminal (coleta de digitais para identificação do criminal e de pessoas presentes na cena de crime)


        No caso da perícia a digital está envolvida em dois momentos diferentes. Primeiro, quando a perícia faz a coleta de dados de digitais para depois identificar a pessoa, o autor do crime e as pessoas envolvidas (vítimas, suspeitos). E no momento de identificação, buscar no banco de dados se a digital coletada corresponde com alguém que já passou pela polícia.




Sobre a Análise do Documento escolhido...





Ficha Funcional 
Bom, pessoal... para a nossa oficina tivemos que escolher um documento que tivesse relação com o tema (AS DIGITAIS) e que nos possibilitasse uma análise da nossa área de estudo. 
            Escolhemos a Ficha Funcional do Fundo Fechado do IBDF - Instituto Brasileiro de Desenvolvimento Florestal-  que hoje está no IBAMA. Essa Ficha Funcional pertence ao Carlos e é do ano de 1985. Apesar desse documento ser uma cópia, podemos observar que possui o registro da digital. Acreditamos que seja mais uma maneira de validar o documento, pois se torna mais um elemento de segurança que faz o registro do Carlos, ser realmente do Carlos. 

         Partimos do pressuposto que a digital é uma fonte de informação referencial, afinal, pois ela faz referência a alguém, além disso, se ela estiver nesse documento aqui sozinha, ela não teria nenhum sentido, pois seria como uma assinatura/marca perdida num papel. A digital apesar de ter potencial para criar um documento, é comumente visualizada como parte de um documento.


           Logo abaixo está o fluxo do da Ficha Funcional, o qual foi elaborado no Bizagi.

Fluxo do Documento

A análise:
A espécie é Ficha Funcional
O formato é ficha.
A forma é cópia (não foi encontrada a original).
O gênero é textual e imagético. 

O Produtor arquivístico é IBDF  e o IBAMA é a entidade custodiadora.


Os Sinais de Validação são timbre, carimbo, registro/autenticação (perfuração de segurança) do Ministério do Trabalho e Emprego e as impressões digitais.

    Consideramos o documento autêntico e verídico, pois ele seguiu o trâmite descrito aqui no fluxograma e foi produzido por autoridade competente e as informações contidas no documento parecem ser verdadeiras.

     A ficha funcional, pelo CONARQ é classificada em 020.5 - assentamentos funcionais (fase corrente enquanto o servidor permanecer – o prazo total de guarda de documentos é de 100 anos – eliminação) e sua destinação final deveria ser a eliminação, porém para fins didáticos consideramos que o documento possua valor permanente, por ter sido selecionado (pelos arquivistas em situação hipotética) como uma amostra a partir do conjunto de fichas funcionais. A ficha selecionada possui caráter exemplificativo de registro de funcionários na época (que inclusive em 1985 continha impressões digitais). 

     Partindo do pressuposto que a digital é parte de um documento, compreendemos que ela terá função arquivística a depender do contexto do documento em que está registrada, ou seja, se o documento em que a digital estiver tiver função arquivística, a digital também terá. A imagem abaixo exemplifica melhor: 
A relação da digital e a função arquivística

    Algo bastante comum nos dias atuais é a dependência da sociedade, como um todo, às ferramentas e instrumentos tecnológicos. Afinal, nós sabemos que precisamos de tecnologia para estudar, trabalhar e também nos comunicar. Na área de arquivologia é comum escutarmos que precisamos de tecnologias para que nosso trabalho seja feito de forma mais precisa e segura nesse mundo cada vez mais automatizado.  

     Como é possível observar, é cada vez mais comum que nossos dados e até mesmo as nossas digitais estejam registradas em documentos físicos ou em bancos de dados. Mas será que esse registro da digital é fiel as características inerentes a mesma? Será que ela permanece perene e inviolável? Nós percebemos que não. Não é que a digital em si possa ser manipulada, mas seu registro sim. A tecnologia possui suas falhas, então o ato de registrar a digital é passível de fraudes. 

      Para que a digital seja utilizada com todo seu potencial de estudo e de criação de documentos, é preciso que as ferramentas tecnológicas nos forneçam um ambiente e um método seguro de registro para que sejamos identificados cada vez mais de forma simples e única, que é o que de mais inovador as digitais nos proporcionam. A digital a depender da tecnologia que o registra, pode ser utilizada com segurança e se tornar um fator prático e inerentemente autêntico para nos identificar.


Para registrarmos a passagem das pessoas pela nossa apresentação na Oficina, propomos que após as explanações, cada pessoa assinasse com a sua digital. O resultado é interessante:



Além disso, após "assinarem" no cartaz, as pessoas levaram para casa um Certificado de Participação em Oficina. 






Logo abaixo, mais fotos do dia:






Petição Pública que consta o campo para utilizar a digital
como forma de identificar a pessoa


Roteiro da Oficina


 BANNER


Esperamos que por meio dessa publicação, você que não pôde nos assistir ao vivo e a cores, fique por dentro de tudo que aconteceu. 


Saudações das Meninas das Digitais! :*
.

sexta-feira, 23 de outubro de 2015

Discutindo sobre...

  

Olá, pessoas. Como estão?
Na última aula, do dia 16 de outubro, tivemos muitas questões para serem pensadas e a ideia desse post é elencar o que foi debatido em sala de aula, para que assim nos auxilie no processo de aprendizado. Então vamos lá...

O professor entregou para cada grupo um documento e pediu que fizéssemos uma análise. O documento que recebemos foi essa “Tarjeta Postal” que está na imagem abaixo (frente e verso):


Apesar de termos visto que alguns de nossos colegas optaram por analisar primeiramente o cartão-postal e em seguida a foto em separado, optamos por fazer diferente. Observamos que apesar de a foto ser o que mais nos chamou atenção, na parte de trás havia informações mais relevantes e que até contextualizavam o uso da foto no documento. Então analisamos o documento como sendo unicamente o cartão-postal, por consideramos que a foto é parte integrante do cartão.
Logo em seguida está a proposta de análise que fizemos (obviamente com equívocos que serão consertados em seguida).

Proposta de análise diplomática e tipológica
1. Análise Diplomática.
1.1   Caracteres internos:
      aDenominação do documento: Cartão-postal Celebrativo
           b- Denominação da Espécie: Cartão-postal
           c-   Local: Santiago do Chile
          d-  Conteúdo: O cartão-postal faz parte do projeto resgate do patrimônio do regime militar (1973-1976)
          e- Signos especiais: Logomarca da Universidade de Santiago do Chile e do Arquivo Patrimonial da Universidade
    f-  Autor do ato: Arquivo Patrimonial da Universidade de Santiago do Chile

1.2   Caracteres Externos:
a-   Gênero: Textual e imagético
b-  Suporte: Papel
c-   Formato: Cartão
d-   Forma: Original múltiplo

1.3   Trâmite:
         a-  Produtor: Universidade de Santiago do Chile
       b- Receptor: Não há destinatário postal, o receptor pode ser o professor que o recebeu em decorrência de sua participação em evento na Universidade.

1.4 Observação:
- Função administrativa: Divulgar o projeto de resgate do patrimônio fotográfico da Universidade Técnica do Estado no Regime Militar

2. Análise Tipológica:
    a-    Local onde se conserva: No arquivo da disciplina, o qual pertence ao professor André.
    b-   Motivo de guarda: Com a finalidade de utilizá-lo em sala de aula.
    c-  Acesso à documentação: Somente pessoas autorizadas.
OBS: Em relação ao contexto, partimos do pressuposto que o cartão foi recebido pelo professor como divulgação e foi utilizado como material didático.
    d-   Interessados: Os alunos

3. Análise da Autenticidade: O documento pode ser considerado autêntico. Ele foi utilizado com o objetivo que foi criado, ou seja, divulgar o projeto, além disso, foi emitido pelo órgão competente, supostamente seguindo os trâmites para emissão.
Veracidade: As informações contidas no cartão-postal parecem ser verdadeiras, pois não há indício de que elas foram alteradas.
Sinais de validação: As logomarcas do emissor e dos patrocinadores.

Vamos aos questionamentos...
- As principais questões arquivísticas em cima do documento modelo utilizado em sala
No decorrer da aula, o professor corrigiu o que havíamos feito e nos levou a considerar questões necessárias para uma boa análise.
Consideramos que o cartão estava divulgando uma data comemorativa, pois continha o nome de um conjunto musical, um local e uma data, por isso, consideramos que sua denominação fosse “Cartão-postal celebrativo”, entretanto percebemos que esse cartão na verdade não é celebrativo, ele é publicitário e tem como objetivo a divulgação de um projeto.
Além disso, tínhamos considerado que o motivo de guarda do cartão-postal pelo prof. André seria para utilizá-lo em sala de aula, entretanto esse motivo não prova nenhuma ação e/ou atividade exercida pelo professor; dessa forma, não poderíamos ter considerado que seria um documento de arquivo. Esse equívoco, nos levou a realizar a análise tipológica do cartão, mesmo ele não podendo ser considerado um documento de arquivo do professor.
Uma discussão importante realizada em sala foi em relação à cadeia de custódia, pois diante da afirmação de que “a mudança de suporte não garante preservação da cadeia de custódia”, discutimos sobre o projeto descrito no cartão-postal, que visa resgatar o patrimônio fotográfico da Universidade Técnica do Estado no Regime Militar realizado pelo Arquivo Patrimonial da Universidade de Santiago do Chile por meio da criação desses cartões-postais. Assim, o que estávamos analisando na verdade não era o acervo fotográfico, mas sim o cartão-postal que contém uma foto que pertence a esse acervo. O contexto arquivístico da foto pode ser perde nesse processo.
Nesse sentido, o professor citou um software livre chamado Archivematica idealizado por Daniel Flores e que, diferentemente de outros software, se preocupa com a observância dos princípios arquivísticos, e dessa forma garante que a cadeia de custódia seja mantida.
O professor André alertou para o fato de que a análise tipológica é realizada sobre as séries documentais, diferentemente da análise diplomática que é realizada sobre um documento avulso. E destacou também a importância da análise do contexto arquivístico do documento, análise que descreve o motivo pelo qual o documento foi guardado e qual o valor de prova esse documento tem para o seu produtor arquivístico. Dessa forma, somente depois dessa análise é que podemos partir para a análise tipológica do documento.

- A discussão sobre o controle de vocabulário em cima dos elementos de análise Diplomática (espécie, formato, forma, gênero, etc).
Durante a discussão em aula o professor nos alertou quanto a utilização de vocabulário usado para definir os elementos de uma análise diplomática. Nosso grupo trabalhou com o elemento “denominação do documento” entretanto percebemos que fica melhor utilizar “título” e que esse elemento deve ser utilizando quando de fato se quer inseri-lo como um elemento. Outro elemento foi “denominação da espécie”, podemos utilizar apenas “espécie”. Foi esclarecido que o título do documento não é a melhor opção para denominar o documento, mas sim a espécie.
Observamos que o elemento espécie é aquele que define o documento, ou seja, apresenta “quem é o documento”, ele é o mais importante e deve ser o primeiro a ser analisado. O segundo elemento mais importante é o formato, que muitas vezes se confunde com a espécie documental, além disso, o professor explicou que a dimensão do documento é parte do formato. O terceiro campo seria o gênero. Em seguida os sinais de validação e os demais.
Em relação à espécie documental, discutimos a questão de ter sido considerada, no caso da imagem da embalagem da caixa de suco, a espécie como sendo fotografia; mas aprendemos que fotografia é uma técnica e não a espécie.
Na nossa análise consideramos apenas os gêneros textual e imagético, esquecemos do gênero publicitário.

- As questões probatórias em cima do documento, bem como a análise de conteúdo e função do mesmo.
O professor explicou que o fato de constar logomarcas de instituições num documento não quer dizer que elas podem ser consideradas, em absoluto, sinais de validação autênticos, pois logomarcas podem ser facilmente falsificadas, e já aprendemos que documentos falsificados, nunca serão considerados autênticos.

Um equívoco comum cometido pelos alunos é a tendência de confundir a análise do “conteúdo” com a análise da “função administrativa” do documento. Nesse sentido o prof. André destacou que na análise da imagem da embalagem da caixa de suco, tendemos a dar mais importância ao conteúdo da embalagem (marca do suco, suco de morango que tem uma foto de uma maça, ingredientes, etc), do que a função administrativa da imagem, que no caso, a imagem foi criada pelo professor André para ser utilizada em sala de aula como exemplo de um documento digital (destacando a utilização das informações contidas nos metadados para a análise diplomática e tipológica do documento).

sexta-feira, 9 de outubro de 2015

Analisando os Blogs Amigos - Larissa



Olá pessoas, aqui estão minhas três escolhas de post dos colegas das turmas anteriores.

1º post: " PF quer ouvir empresas Americanas sobre espionagem"



Este post, que contém uma notícia sobre o famoso caso de espionagem envolvendo Edward Snowden, é importante, pois nos faz refletir sobre a privacidade humana, no instante em que documentos pessoais ou institucionais são monitorados sem prévia autorização. Faz-nos pensar sobre quais os limites entre o público e o privado e, principalmente, em como evitar que mais casos como esse aconteçam.

2º post: " O tratamento dos documentos imagéticos à luz da Ciência da Informação" - 4ª atividade da página.



Ao abordar a questão do tratamento dado aos documentos imagéticos (fotografia, nesse caso), o post ajuda a esclarecer questões importantes, tal como a de que muitas vezes as fotografias não são vistas como documentos.  É necessário que se tenha entendimento de que documentos não são só aqueles que se encontram em suporte papel, e que a fotografia  é sim uma espécie documental, que necessita de tratamento específico tal como qualquer outro documento.


3º post:" Informação jornalística x informação arquivística"


O post é importante, pois, no momento atual em que vivemos, onde as informações chegam  até nós  de forma muito rápida e em grande fluxo, há sempre manipulação e inverdades dentre elas. Porém o foco principal do post consiste em esclarecer se a informação jornalística pode ou não produzir documentos de arquivo. Vale a pena conferir!








quarta-feira, 7 de outubro de 2015

Diversidade de Tipologias - atividade a) - Daniela

Segue abaixo quadro comparativo dos modelos apresentados por Luciana Duranti, que propõe um estudo dos documentos por partes (física e intelectual) e da autenticidade e veracidade e Mariano García Ruipérez na análise dos passaportes e identidades pessoais na Espanha:



Segundo Mariano García Ruipérez os estudos de identificação das séries são fundamentais para classificar, descrever, selecionar, dar acesso e fazer difusão da documentação. Entretanto os modelos que foram desenvolvidos nem sempre respondem a estas cinco questões. Por isso a importância de discutir vários modelos de vários autores em vários textos diferentes, exatamente para identificarmos diferenças e semelhanças que sejam úteis à análise que estamos propostos a realizar, em conformidade com tempo histórico em que nossos documentos estão inseridos. Dessa forma, utilizando esses modelos como referência, podemos tentar montar um modelo ideal que atenda nossas necessidades.
Esses modelos funcionam bem na Espanha, porque a padronização dos documentos é muito mais presente em países como a Espanha, do que no Brasil, os modelos apresentados por Mariano estão descritos no quadro abaixo:




terça-feira, 6 de outubro de 2015

Analisando os Blogs Amigos - Laila

Aqui estão as minhas escolhas de postagens amigas :)



No decorrer da graduação, passamos por revoluções e evoluções de teorias e conceitos. Posso afirmar, por meio da minha experiência, que de forma equivocada, quase sempre compreendemos o documento de forma muitíssimo específica e limitada, como se fosse caraterizado unicamente por estar registrado no suporte papel, em um formato específico e como reflexo de atividades administrativas públicas e, de vez em quando, de atividades de instituições privadas. Essa é a primeira vez, em uma disciplina, que nos deparamos de fato com documentos “não-convencionais” e assim podemos repensar e realocar o que antes parecia intocável. É inegável que há a necessidade da Arquivologia se debruçar, cada vez mais, em espécies documentais diferenciadas, assim como foi proposto pelo grupo do semestre passado. Será que quando nos afirmamos como (futuros) arquivistas imaginamos que poderíamos ser úteis em empresas do ramo de bebidas alcoólicas? Acredito que não... É na graduação que temos a oportunidade de amadurecermos e ampliarmos nossa visão sobre nossas possibilidades de análise e aprendizado... Que saibamos aproveitá-las!


Essa postagem busca apresentar a oficina no ambiente virtual. Ótima ideia, sem dúvida, pois assim facilitaram o acesso a informações que pouquíssimas pessoas tiveram a oportunidade de apreciar. Sem dúvida, o grupo foi muito feliz quando optou por trabalhar com os documentos que os estudantes produzem durante sua permanência na Universidade. Acredito que dessa forma, mesmo quem não tinha ideia do que é Arquivologia ou que nem queria saber, se interessaria a ouvi-los e, quem sabe, começar a compreender que a Arquivologia é importante para nós em âmbitos mais amplos e gerais e até mesmo na nossa vida particular, afinal, de forma óbvia, facilita a nossa relação com os registros que precisamos utilizar (sempre) na nossa vida em sociedade.



Esse é o tipo de postagem que se salva como favorita. Como não elencá-la como importante para a Arquivologia? Enquanto estudantes e aspirantes a pesquisadores da área, cabe a nós, por meio da oportunidade dada pelo desenvolvimento dos blogs, proposto pelo professor André, disseminarmos o conhecimento que nos é ofertado. Essa postagem facilita e muito a apreensão de conceitos para compreendermos melhor a disciplina agora estudada. Deixo aqui registrado o “Muito Obrigada” para os amigos de jornada arquivística.

Aluna: Laila Guimarães
Matrícula: 13/0119121

Analisando os Blogs amigos - Daniela

A atividade proposta é analisar 3 posts dos Blogs amigos das turmas anteriores que pareçam úteis ao estudo da Arquivologia e justificar a escolha.

1º Post: “Pra lá de autêntico... nada verídico!” do Blog Aurquivo bom pra cachorro (Turma 2/2010)


O legal dessa postagem primeiramente é a afinidade com o tema do nosso blog, pois trata da utilização da digital para controle da frequência dos funcionários do Senado Federal, e além disso, da diferença entre autenticidade e a veracidade das informações, que é um assunto importante trabalhado na disciplina de Diplomática e Tipologia. Nesse post, o grupo apresenta os desafios a serem enfrentados em busca da veracidade das informações no controle da frequência dos funcionários do Senado Federal, em virtude das fraudes retratadas no Jornal Nacional em 2010.

2º Post: “Proposta de Análise Diplomática e tipológica para o trabalho final com mudanças” do Blog Paladarq (Turma 1/2011)


Esse post é muito útil, tendo em vista, a relevância do assunto trabalhado. Além de trazer o conceito de cada item a ser analisado, tanto na análise diplomática: caracteres internos (denominação do documento, denominação da espécie, definição, natureza, tipo do ato, data tópica, data cronológica, conteúdo, signos especiais, autor do documento, qualificação da assinatura), caracteres externos (gênero, suporte, formato, forma) e trâmite (produtor, receptor, legislação, modelos ou formulários, trâmite e vigência, incidências, autor do ato, datas-limite); como na análise tipológica (classificação, documentos que compõe o processo, publicações que recorrem ao documento parcial ou integralmente, lugar onde se conserva, destinatário, acesso à documentação), traz também exemplos. Esse post já com as mudanças ficou bem completo, e pode ajudar bastante entender a análise diplomática e tipológica dos documentos.

3º Post: “Abdominais e os Gêneros Documentais” do Blog Arquivo em Forma (Turma 1/2011)


Nesse post o grupo apresenta o conceito e as classificações de Gênero Documental, são elas: textuais, iconográficos, cartográficos, filmográficos, sonoros, micrográficos, informáticos, bibliográficos, eletrônicos e digitais. E para contextualizar com o tema do blog o grupo também apresenta o conceito e os benefícios dos exercícios abdominais. Esse post é útil, pois nos ajuda a distinguir os gêneros documentais existentes.

Post atualizado

Antes de postar a url no blog mãe, outra colega (Rachel) visitou o mesmo blog que eu havia visitado e escolheu a mesma postagem que eu havia escolhido (3º post), por esse motivo vou escolher outra postagem.

3º Post: “Atividade Individual - Carlos Vinícius dos Santos Oliveira – 09/0108914” do Blog Arquivo de Som.

http://arquivodesomdtd.blogspot.com.br/2013/06/atividade-individual-carlos-vinicius.html

Nesse post o aluno Carlos Vinicius apresenta e conceitua as sete funções arquivísticas segundo Rousseau e Couture. São elas: produção, avaliação, aquisição, classificação, descrição, difusão e conservação. Conhecer e saber diferenciar essas funções é muito importante para um arquivista, por isso esse post é bem útil.